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ESPIRITUALIDADE EM TEMPOS DE ATIVISMO

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Nos dias 26 e 27 de março de 2022 estive assessorando uma formação para Juniores(as) da CRB-SP e conheci, pela primeira vez, um lugar muito especial: o Convento e Basílica Nossa Senhora do Carmo, dos religiosos carmelitas.


Foi um fim de semana muito bom! A acolhida pelo pessoal da CRB-SP, pelos frades do convento, e a turma dos juniores foi legal demais. Envolventes e muito participativos pudemos desenvolver, partilhar e rezar um tema bastante pertinente para nossos dias: espiritualidade em tempos de ativismo.


O ativismo tem muitas expressões. Uma delas é a falta de renovação na vida pessoal. Neste caso, normalmente, a oração é insuficiente e deficiente. Não há momentos prolongados de silêncio e retiro. Não se cultiva o estudo, apenas se lê. Nem sequer se deixa tempo para descansar o suficiente e repor-se. Paralelamente, há sobrecarga de trabalho, de atividades múltiplas, e a agenda de compromissos costuma estar cheia.


Foi um fim de semana muito quente, mas o lugar para as três oficinas que realizamos foi muito especial, com espaços excelentes para nosso trabalho.


Mesmo sendo um curso não deixo de propor tempos de oração/reflexão pessoal, partilha em pequenos grupos, e o tema muito interessante, por exemplo, abordando toda esta temática do ser e do fazer.


O tempo do fazer é necessário, mas não o suficiente para uma vida de plenitude. Para que o fazer tenha sentido é preciso integrá-lo no todo maior que é o ser, e isto só será possível, quando o fazer é fruto de uma opção pessoal consciente, entusiasta, convicta e coerente com os objetivos que nos propusemos na vida.


Assim, concilia-se a cada momento, o ser e o fazer, criando uma harmonia e um bem-estar interno, uma sensação indescritível de paz, de proximidade e respeito consigo mesmo, de empatia e proximidade com o outro.


Pe. Luis Renato, sj