Queridas irmãs, prezados Religiosos, Eminentíssimo Cardeal Odilo, em seu 16º aniversário de ordenação Episcopal Reverendíssimo bispo D. Sérgio. Aqui encontramos a parcela da Vida Religiosa Consagrada dos Núcleos da Arquidiocese de São Paulo que respondeu positivamente ao vosso convite, circundado pela generosidade dos Frades Capuchinhos, que prontamente nos acolheram nessa muito querida Paróquia da Imaculada Conceição. A todas (os), a gratidão sincera da CRB-Regional São Paulo empenhada igualmente na animação dessa e de todas as Dioceses existentes, para a realização de um momento especial semelhante, valorizando esse dia em sua 22ª edição desde a feliz inspiração do Papa João Paulo II.

Novamente a pequena vela recebida e abençoada ainda no portal de entrada, sustentou em ritmo de romaria de ingresso nessa acolhedora e comprometida Paróquia, representando a luz necessária para o encaminhamento dos desafios individuais ou coletivos diminuindo as trevas do medo, da solidão, do isolamento e, sobretudo da tristeza, garantindo o reencontro com as verdadeiras motivações da VRC.

Perto de todas e todos gritam nossos mais urgentes apelos: Valorizar com toda Igreja do Brasil, Cristãos leigos e leigas, que de fato solidificam a presença da Igreja na sociedade, com sua missão incessante de Sal e Luz, fazendo a Palavra se tornar o mais penetrante possível na dinâmica das relações que esperamos um dia sejam Justas, fraternas, éticas e igualitárias. Igualmente é nossa urgência participar do Sínodo Arquidiocesano ora em andamento, com a finalidade de ecoar as necessidades dessa generosa Igreja e ao mesmo tempo reconhecer o valor das grandíssimas conquistas, que prosseguem em ritmo de missão na grande e dinâmica cidade onde habitamos, por amor, juntamente com o Criador, como recordou mais uma vez nosso Eminentíssimo Cardeal na celebração dos 464 anos recentemente vivida.

Desde o sopro animador recebido, com a solene proclamação do Ano da Vida Consagrada para toda a Igreja em 2014, as palavras do querido Papa Francisco mantém o vigor profético de apresentação sobre múltiplos temas, quer através dos documentos oficiais, nas alocuções particulares ou ainda na simples explanação de uma data como a que hoje celebramos. Quero destacar neste ano o tema repetidamente valorizado por ele, a solicitação de que por Amor nos mantenhamos em clima de verdadeira Alegria.

Brevemente destaco alguns motivos que poderiam ou deveriam sustentar nossa Alegria mesmo sob as exigências dos nossos dias:  1- Dirigindo nosso olhar para dentro, fomos escolhidos (as) apesar de nossas fragilidades, ou exatamente também por causa delas, Deus nos conhece mais do que nós mesmos nos conhecemos, nos Ama e não se enganou na feliz eleição que fez de cada um (a).  2 – Olhando para o alto; não caminhamos sós, antes de nós outrem abriram estradas nas quais poderemos seguramente andar, contemplemos o céu de onde nos encorajam fundadores e fundadoras, que sob a inspiração do Senhor construíram projetos dos quais hoje fazemos parte.  3- Olhemos para os lados, somos verdadeira e profundamente gratos (as) pelos Irmãos e Irmãs que partilham a vida conosco, a eles e elas devemos parte do nosso crescimento pessoal e a realização de muitos dos desafios que sequer sonhávamos um dia conseguir.  4- Nossa alegria ainda, sobretudo exige que olhemos para fora, além de tudo isso, com a percepção de aprendizes fiéis, atentos, assemelhando-nos às crianças do Reino para perceber que os destinatários de nossa missão certamente mudaram de nomes, dos locais onde encontrá-los para oferecer nossos serviços, decorrentes das propostas ensurdecedoras e mecânicas desse tempo, mas a crudelíssima fábrica de empobrecidos e miseráveis, dos ignorantes e injustiçados desse sistema social, dos sem esperanças, sem voz ou totalmente sem vez, prosseguem, esperando pacientemente as migalhas caírem das mesas, justificando assim  nossas solidárias ações verdadeiras, devolvendo-lhes alegremente a humana dignidade,  a fim de um dia poderem também ser admitidos na fraternidade dos Filhos e Filhas do  misericordioso Pai. Deus nos abençoe com permanente alegria.

Pe. Rubens Pedro Cabral, omi